domingo, 13 de janeiro de 2013

Maria Emilia


O Facebook

Curtimos a foto e elogiamos de montão, momentos únicos de recordações.
Comentamos um fato e a nossa indignação.
Compartilhamos em coletivo a mesma opinião
Batemos papo com amigos e parentes distantes nessa rede emocionante.
Alguns Namoram e xavecam e a noite vira uma criança.
Cutucamos quem gosta da gente e quem se faz ausente.
Postamos o nosso dia a dia com fotos e mensagens.
Dirigida para agente mesmo ou uma indireta para quem está online.
Viramos um pouco poetas do facebook.
Com nossas mensagens de auto-ajuda.
Isso não deixa de ser um Big Brother.
Quando fazemos o login.
Com o facebook nos fazendo uma seqüência de perguntas dirigidas a cada um.
Ele nos pergunta:
Como vai, fulano?
_Não queira saber.
Como está se sentindo, beltrano?
_Virou psicólogo?
O que está acontecendo, sicrano?
_Não conto.
Como vocês estão?
_Não insista.
Dependendo de como está o nosso humor do dia.
Respondemos ou perguntamos.
O que ele tem a ver com isso?
Só falta agora ele brigar com a gente com a nossa resposta em sua rede social.
Não podemos reclamar nem responder com grosseiras.
É muito legal interagir na rede noite e dia.
Se fomos nós quem oferecemos nossos dados e ele sabe alguma parte de  nossas vidas.
O nosso perfil o mundo todo vê e novos amigos vão querer nos conhecer.
Serão sugeridos por ele, mas cabe a nós escolher.
Ou se agente nas configurações limitar aquelas pessoas que podem nos ver e querer conhecer.

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